Um ótimo filme policial.
Al Pacino (Frank) e John Goodman investigam a morte, por assassinato, de homens que publicam anúncios em um jornal de recados-encontros, em forma de poesia, para atraírem parceiras.
Três homens que publicam poemas são mortos, e tudo indica, há uma conexão entre os crimes.
Os policiais então têm a idéia de publicarem anúncios poetizados para atraírem a possível assassina - é o que o filme indica, marcando encontros com qualquer pessoa que responda aos anúncios.
Dentre várias mulheres com quem se encontram, surge Ellen Barkin (Helen) como uma provável suspeita, mas como Frank se apaixona por ela, a descarta entre as suspeitas, embora os indícios levem cada vez mais a ela como a assassina, e ele aparentemente corra um grande risco de ser a próxima vítima.
A sua paixão e o seu mister se confundem, e ele não sabe mais em que mundo está, e ao mesmo tempo que se envolve com Helen, cada vez mais desconfia dela, e passa a alterna momentos de envolvimento com outros de repulsa.
Há um momento em que ele tem a certeza de ser ela a assassina, ao ver anúncios dos três assassinados, junto ao anúncio por ele publicado, colados na geladeria de Helen.
O filme tem uma dessas viradas que costuma me deixar puto da cara, mas no caso concreto, o twist é bem construído. O ex-marido de Helen (vínculo completamente desconhecido do espectador até o clímax do filme), Terry, interpretado por Michael Rooker - um dos KKK de Mississipi em Chamas, foi brevemente interpelado pelos policiais, pois ele esteve presente em um dos locais dos crimes, pois lá trabalhava, na verdade, persegue sua ex-mulher sem saber que ela se encontra com os "poetas", e ao encontrá-los, os mata. Ademais, Terry vai, certa hora, até a polícia levantar suspeita de um negro ser o assassino, pois naquela vez que esteve próximo ao crime, teria visto um negro sair em disparada.
Essa coincidência bem bolada é que acaba levando à conclusão precipitada de que Ellen Barkin é a assassina.
Somente quando Terry ataca Frank, e se revela ex-marido de Helen, e Frank mais por sorte do que por juízo consegue se salvar e matar Terry, é que a trama se explica e deixa um bom desfecho para o filme. O desfecho, na verdade, é o de Frank indo atrás de Helen implorando por desculpas depois de toda a desconfiança que ele depositou na conduta dela, e ela aceita a companhia dele. Gostei. Al Pacino ainda bem, sem tantos cacoetes que o caracterizaram mais adiante, mas já esfregando contumazmente as mãos, o que faz de forma cansativa hoje em dia.
Nota no IMDB - 6,7. A nota está baixa. O filme vale mais do que 6,7.
BLOG DE CINEMA DO ESPECTADOR COMUM, QUE NÃO VÊ MUITO DOS ASPECTOS TÉCNICOS - POR ABSOLUTA INCAPACIDADE, APENAS PRESTA (UM POUCO) DE ATENÇÃO NA HISTÓRIA - E CONTA O SEU FINAL!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
ENTERRO PREMATURO (1962), de ROGER CORMAN - 22.07.2011
Baseado num conto de Edgar Allan Poe - mestre americano do terror e do fantástico - a fita conta a história de Guy Carrell (vivido por Ray Milland - de Disque M para Matar). O filme inicia com a exumação de um cadáver, e é possível ver na tampa do caixão arranhões, indicando que o morto foi enterrado vivo, e a expressão do morto confirma, tudo isso sob a assistência de Guy, seu sogro Gideon e seu amigo Miles.Logo depois, Emily (Hazel Court) chega à casa de Guy, e este diz que embora ainda a ame, dela deve se afastar, pois toda sua família teve morte violenta e sofrida. Seu pai morreu de catalepsia e ele pode ter herdado tal enfermidade. Guy acredita que seu pai por isso foi enterrado vivo, e que ele ouviu seus gritos na noite pós-enterro, na cripta no porão da mansão da família. Mesmo assim Emily insiste na relação e quer casar com Guy, mas este é atormentado e terrivelmente amedrontado pela idéia de que também poderia ser enterrado vivo.
Eles casam, mas Guy adota um comportamento bastante estranho, e constrói um mausoléu à prova de sepultamentos indevidos, o caixão abre por dentro, ele tem ferramentas e suprimentos à mão, e dispositivos variados para abrir as portas do mausoléu, um sino para chamar a atenção, saídas secretas do prédio que construiu. Esse comportamento vai envenenando seu relacionamento, o afastando de sua esposa. Emily convence Guy a destruir o jazigo, sob pena de deixá-lo (the death by yourself, ou the life with me?, pergunta ela).
Há uma cena inicialmente inexplicada, em que alguém vai ao mausoléu de Gideon Carrell, o pai de Guy e Kate, tudo leva a crer que para preparar algum ardil contra Guy. Igualmente, o gato da casa fica presa dentro da parede (lembram de O Gato Preto, de Poe?), talvez para reforçar os temores do protagonista. A irmã de Guy, Kate Carrel aparentemente é a protetora de Guy, mas tem um comportamento estranho.
Em certo momento, Guy é desafiado por Miles sobre sua versão de que seu pai teria sido enterrado vivo, e que eles devem ir ao mausoléu para ver o corpo (ou ossos) do defunto, para que assim o temor de Guy pudesse ser vencido e suas convicções de ter sido seu pai enterrado vivo desmentidas.
Nessa hora, eles verificam que a chave da cripta sumiu - aquela misteriosa incursão ao mausoléu. Ao arrombar a porta, um esqueleto cai sobre Guy e o seu amigo e sogro - ambos médicos - atestam sua morte imediatamente, por enfarto.
Guy, catatônico e cataléptico - mas não morto, tenta se comunciar com os médicos, com os convidados do velório e do enterro, mas não consegue mover músculo ou dizer algo. Seu temor está prestes a se concretizar.
Ele é desenterrado por ordem de seu sogro (para usar o corpo para algum estudo de medicina) - não é possível saber quanto tempo depois da inumação (e portanto se está vivo ou é um morto-vivo), ataca os coveiros, ataca o sogro ao descobrir suas más intenções, matando-o com uma descarga elétrica.
Emily, ainda sem saber de nada, já se insinua para Miles, tendo Guy visto o flerte. Então Fuy se apresenta a Emily, e com o choque que esta sofre e desmaia, ele a leva para ser enterrada, momento em que em que ela revela o plano bolado por Kate para enterrar Guy vivo. Guy então resolve enterrar Emily ainda com vida, mas é impedido por Miles. Quando em briga corporal Guy está prestes a derrotar Miles, Kate o alveja e o mata com uma arma - ou seja, ele realmente ainda estava vivo.O filme deixa uma dúvida se realmente Kate ou Emily - ou ainda ambas - foram as responsáveis pela armação na cripta, desejando a morte de Guy - provavelmente por questão de herança.
Em certo momento do filme, Miles diz que quaisquer menções a morte, enterros, etc., devem ser evitados de modo que não dêem ensejo a uma reação cataléptica, e tanto Emily quanto Kate ouvem tal informação.
Uma primeira tentativa é feita logo após, com o assobio da música que era entoada pelos coveiros que desenterraram aquele primeiro cadáver, e o encontro físico de Guy e tais coveiros.
A segunda tentativa é a ida a cripta e o esqueleto que cai por sobre Guy - mas revendo as cenas da preparação do incidente da cripta, não é possível identificar qual das duas lá esteve para preparar o susto "fatal", embora, ao final, a chave da cripta estivesse em poder de Emily. Essa dubiedade faz bem ao filme. Minha opinião - ou as duas ou somente Kate tem culpa.
O filme é de um figurino meio teatral, com névoa de fumaça de estúdio em muitas cenas, uma fotografia com imagens muito claras, muito coloridas. Imagino que tudo isso se deva ao possível baixo orçamento dos filmes B de Roger Corman. Bom filme. Gostei bastante.
Nota IMDB - 6,5. Dou um pouco mais, um 7.
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AMOR SEM ESCALAS, sem , de JASON REITMAN - mai.2011 - final revisto em 23.07.11
George Clooney é Ryan Bingham, um especialista de RH, contratado especificamente para fazer demissões, quase sempre longe da sede de sua empresa, por isso vive em aviões e aeroportos, sem qualquer vínculo pessoal ou afetivo, mas ao menos na hora das demissões é adepto do old-fashion, ou seja, olho no olho. Ele se gaba dessa independência, seu maior objetivo na vida é ganhar o ultra-mega-hiper cartão de milhagem, que até tal momento apenas seis pessoas obtiveram. Acha que o melhor é não carregar nada consigo, ter a mochila sempre vazia.
A completa desconhecida Anna Kendrick (ao menos para mim, mas parece que ela participa desses filmes de vampiros "aviadados") é Natalie Keener, a novata contratada para também fazer demissões, e que desenvolve um meto mais impessoal de demitir, por meio de videoconferência. Uma dessas novas recém-formadas nas escolas de administração da moda.
Nesse vai e vem das viagens, Ryan se envolve com a personagem de Vera Farmiga - Alex - com quem passa a ter um caso sempre que eles se encontram, e por vezes, inclusive alteram suas rotas, seus destinos para que possam se encontrar.
Chegam a ir juntos ao casamento da irmã de Ryan, e este até convence o noivo, que estava querendo dar para trás a casar, e esses dias com sua família também fazem parte de um processo de mudança de Ryan.
Ryan então resolve mudar seu modo de vida, e manter um relacionamento sério com Alex, e vai até a cidade da mulher. Lá chegando, ao tocar a campainha descobre que ela mantinha um caso com ele, pois na verdade tem uma família, um marido, filhos, e diz que ele devia saber quer algo apenas temporário, das viagens. A vida real é diferente. Ryan era apenas um parênteses, uma fuga da vida normal.
Tudo errado, ele finalmente consegue o cartão de 10 milhões de milhas, mas resolve ceder algumas a sua irmão e cunhado, que viviam sua vida comum mas não tinham tempo nem dinheiro para viajar.
Uma das demitidas por Natalie se suicida, esta se demite.
Ryan, então, faz uma carta de recomendação para Natalie, que consegue seu novo emprego. E, fica sugerido que ele continua seu trabalho - demitir, mas sem a videoconferência.
O filme aparentemente retrata a crise americana pós 2008, as demissões, como essas afetam o demitido e suas famílias. Achei bem meia-boca.
Nota IMDB - 7.7. Daria um 5 ou 5,5.
A completa desconhecida Anna Kendrick (ao menos para mim, mas parece que ela participa desses filmes de vampiros "aviadados") é Natalie Keener, a novata contratada para também fazer demissões, e que desenvolve um meto mais impessoal de demitir, por meio de videoconferência. Uma dessas novas recém-formadas nas escolas de administração da moda.Nesse vai e vem das viagens, Ryan se envolve com a personagem de Vera Farmiga - Alex - com quem passa a ter um caso sempre que eles se encontram, e por vezes, inclusive alteram suas rotas, seus destinos para que possam se encontrar.
Chegam a ir juntos ao casamento da irmã de Ryan, e este até convence o noivo, que estava querendo dar para trás a casar, e esses dias com sua família também fazem parte de um processo de mudança de Ryan.
Ryan então resolve mudar seu modo de vida, e manter um relacionamento sério com Alex, e vai até a cidade da mulher. Lá chegando, ao tocar a campainha descobre que ela mantinha um caso com ele, pois na verdade tem uma família, um marido, filhos, e diz que ele devia saber quer algo apenas temporário, das viagens. A vida real é diferente. Ryan era apenas um parênteses, uma fuga da vida normal.
Tudo errado, ele finalmente consegue o cartão de 10 milhões de milhas, mas resolve ceder algumas a sua irmão e cunhado, que viviam sua vida comum mas não tinham tempo nem dinheiro para viajar.
Uma das demitidas por Natalie se suicida, esta se demite.
Ryan, então, faz uma carta de recomendação para Natalie, que consegue seu novo emprego. E, fica sugerido que ele continua seu trabalho - demitir, mas sem a videoconferência.
O filme aparentemente retrata a crise americana pós 2008, as demissões, como essas afetam o demitido e suas famílias. Achei bem meia-boca.
Nota IMDB - 7.7. Daria um 5 ou 5,5.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
SHERLOCK HOLMES (2010), de GUY RITCHIE, 17.07.2011
Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e John Watson (Jude Law) são os inseparáveis amigos que moram juntos na Baker Street, e iniciam o filme em uma caça a Lord Blackwood (interpretado pelo bom Mark Strong), que está prestes a sacrificar uma moça em um ritual de magia negra ou algo que o valha, e a conseguem salvar, encarcerando Blackwood. Blackwood, na prisão, faz algumas "bruxarias", consegue assustar os guardas prisionais e os companheiros de cárcere, e como mágica maior, é enforcado mas ressuscita, deixando seu túmulo vazio (e no caixão está Reordan, um químico por detrás da "mágica" de Blackwood).
Logo depois, Blackwood é alçado a chefe de uma instituição secreta, uma maçonaria, ou outra seita qualquer (pois através de "mágica" faz com que um dos expoentes da seita entre em autocombustão, de modo que os outros integrantes não mais se oponham a ele. O chefe da polícia de Londres faz parte dessa seita, também. Blackwood arma uma grande conspiração para a tomada de poder da Inglaterra, no parlamento (é Lord pois se trata de ex-membro do Congresso), com mais uma mágica - envenenamento dos membros do parlamento por inalação de cianeto, aspergido no ambiente por uma engenhoca mecânica, tendo dado a alguns deles, o antídoto, de forma que só aqueles que o apoiavam seriam salvos.
A missão de Holmes é impedir esse golpe, evitar sua prisão determinada pelo chefe de polícia e comparsa de Blackwood, desvender os poderes sobrenaturais do inimigo. Lestrade é, como sempre, um néscio, mas tem um papel interessante para evitar o encarceramento de Holmes.
Holmes investiga o cientista anão Reordan, e ali descobre a essência dos golpes químicos: a autocombustão do maçon, o rigor mortis de Blackwood, após sua "morte" por enforcamento - enganando inclusive a Watson, a destruição do túmulo.
Os outros golpes - suborno a carcereiro, o cabide que impediu o enforcamento, são descobertos pela infalível lógica holmesiana.
O cianeto ou cianureto que seriam utilizados, e o próprio golpe, aparentemente são só estratagemas para que Moriarty consiga uma peça da engenhoca, que lhe seria útil para outro fim.
Aparentemente, todo o golpe é monitorado, dos bastidores, por Moriarty.
Desarmado o perigo da engenhoca, com a retirada da cápsula de cianeto, Holmes e Blackwood travam uma luta na ponte de Londres, então em construção, com o resultado por todos esperado. Quem venceu, você acha?
Há uma mudança drástica no Sherlock atual para os que até então conhecíamos nas telas (basta ver a crítica a "A mulher de verde", no arquivo deste blog), sendo agora uma personagem muito mais físico do que intelectual, embora os dotes lógicos estejam também por aí, mas se revelando bastante tardiamente no filme.
A presença do Professor Moriarty é apenas ensaiada, sugerida, mencioada, por Irene Adler (Rachel McAdams), e esta alerta que Holmes deve ter muito cuidado com a sua nêmesis, que é tão inteligente quanto o detetive. Não se mostra o rosto de Moriarty no filme. Eis a chave para o segundo filme da série, que deve vir por aí agora mesmo, em 2011.
É um filme de Guy Ritchie, para o bem e para o mal. A estética de Snatch ou de Jogos, Trapaças e dois canos fumegantes está bem presente. A ação incessante também, com slow motions a dar com o pau. A fotografia e a montagem são boas. O filme me agrada.
Nota IMDB - 7,5. Merece isso aí mesmo.
INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989) , de STEVEN SPIELBERG, em 17.07.2011
É o filme de que mais gosto da franquia Indiana Jones, um ótimo filme, ao lado de "Os caçadores da arca perdida".
Harrison Ford (Indiana) faz o de sempre, o professor de arqueologia que nos intervalos de suas aulas faz ousadas e heróicas buscas arqueológicas.
Nesse filme em especial, trata-se da busca pelo Santo Graal, o cálice da Última Ceia, que tem o poder de dar a vida eterna a quem dele bebe.
O filme começa tratando da relação entre Indiana Jones e seu pai, Henry Jones (vivido por Sean Connery), este um professor muito metódico e disciplinado, que dá pouca atenção a seu filho, exige dele muito estudo e disciplina, e que tem por hobby estudos sobre o Santo Graal - tudo anotando em uma caderneta.
Depois, já na vida adulta do herói, e sem que Indiana saiba, Henry, em razão de seus estudos, foi contratado por um "amante" da arqueologia - Walter Donovan - para buscar o Santo Graal , mas desapareceu enquanto estava na Itália, em Veneza.
Donovan, que contratara Henry, também contrata o filho deste, Indiana, para buscar seu pai e seguir as pistas em busca do Graal.
O que não se sabia então é que Donovan estava aliado aos nazistas, e que Henry havia sido encarcerado porque se recusara a entregar seu caderno de anotações aos que o contrataram (e que continha os detalhes - os desafios que havia - para chegar ao Graal), pois descobrira que Elza - a arqueológa alemã que o auxiliava - era nazista - isto porque ela falava dormindo (hehe).
Por precaução, Henry enviara seu caderno com os estudos sobre o Graal a seu filho, nos EUA, mas este o leva à Europa, onde também cairá em mãos nazistas.
Em Veneza, Indiana Jones encontra a pista básica para a localização do Graal, encontrando, sob a biblioteca (um antigo mosteiro ou igreja, se bem me lembro) o ponto zero - Alexandreta - de um mapa constante dos estudos de seu pai. Tal descoberta é possível quando nesse lugar Indy encontra o túmulo de um de três irmãos cavaleiros que lutaram na "última cruzada" e que juraram proteger o Graal.
Há, então, algumas idas e vindas, com a necessidade de Indiana libertar seu pai que está com os nazistas, a necessidade de recuperar a caderneta, que fora enviada a Berlim (em que pai e filho têm um encontro inusual com Hitler), e que Indy consegue com Elza (que por este momento e pelo final em que aparentemente ela leva Donovan a uma escolha errada parece não concordar com os objetivos nazistas de buscar o Graal para assegurar vida eterna.
A partir desse momento o filme tem uma certa perda de coerência no roteiro, a perseguição no tanque, os nazistas chegam ao local em que está o Graal (a cidade Petra, na Jordânia, não se menciona este lugar no filme), Indiana, Marcus Brody (ótimo papel secundário interpretado por Denholm Elliott), Henry e Sallah vão atrás dos nazis para impedir o intento destes.
Quando lá chegam, os alemães estão sendo mortos pelas armadilhas, desafios propostos que devem ser vencidos para se chegar ao graal. Para forçar Indiana Jones a se arriscar, seu pai é alvejado por um tiro. Eis os desafios: só o penitente passará, a palavra de Deus, e "a leap of faith", ou o mistério da fé, um salto com fé. Obviamente que só Indy consegue desvendar os mistérios, e chegar à sala do Graal.
Ali, há um cavaleiro templário há mais de 700 anos, que desafia Indiana para um duelo, mas ele mal consegue erguer sua espada, e sendo Indy vencedor, deveria passar a ser o novo guardião do Graal.
Nesse ínterim, com os desafios já vencidos por Indiana, chegam os alemães, e Donovan (um americano, diga-se) quer ser o primeiro a conquistar a imortalidade, mas com a ajuda de Elza (nessa última vez que vi o filme achei que ela erra de propósito) ele faz uma má escolha e dá-se mal.
Indiana faz uma boa escolha - um copo de carpinteiro, e com a água do copo bento salva seu pai que fora alvejado.
O Graal não pode deixar o santuário, e a imortalidade só é garantida para quem ali permaneça. Quando Elza tem um surto egoísta - a vida eterna, ela ultrapassa o selo que limita o Graal, o santuário desmorona. Elza é vencida por sua cobiça e cai para a morte, apesar dos apelos de Indy. Indy é igualmente tentado, mas ao contrário da alemã, ouve o chamado de seu pai (e com ele tacitamente se reconcilia de suas rusgas de infância) e deixa para trás a relíquia e a tentação de vida eterna.
Nota IMDB. 8,3. Vale quanto pesa.
Harrison Ford (Indiana) faz o de sempre, o professor de arqueologia que nos intervalos de suas aulas faz ousadas e heróicas buscas arqueológicas.
Nesse filme em especial, trata-se da busca pelo Santo Graal, o cálice da Última Ceia, que tem o poder de dar a vida eterna a quem dele bebe.
O filme começa tratando da relação entre Indiana Jones e seu pai, Henry Jones (vivido por Sean Connery), este um professor muito metódico e disciplinado, que dá pouca atenção a seu filho, exige dele muito estudo e disciplina, e que tem por hobby estudos sobre o Santo Graal - tudo anotando em uma caderneta.
Depois, já na vida adulta do herói, e sem que Indiana saiba, Henry, em razão de seus estudos, foi contratado por um "amante" da arqueologia - Walter Donovan - para buscar o Santo Graal , mas desapareceu enquanto estava na Itália, em Veneza.
Donovan, que contratara Henry, também contrata o filho deste, Indiana, para buscar seu pai e seguir as pistas em busca do Graal.
O que não se sabia então é que Donovan estava aliado aos nazistas, e que Henry havia sido encarcerado porque se recusara a entregar seu caderno de anotações aos que o contrataram (e que continha os detalhes - os desafios que havia - para chegar ao Graal), pois descobrira que Elza - a arqueológa alemã que o auxiliava - era nazista - isto porque ela falava dormindo (hehe).
Por precaução, Henry enviara seu caderno com os estudos sobre o Graal a seu filho, nos EUA, mas este o leva à Europa, onde também cairá em mãos nazistas.
Em Veneza, Indiana Jones encontra a pista básica para a localização do Graal, encontrando, sob a biblioteca (um antigo mosteiro ou igreja, se bem me lembro) o ponto zero - Alexandreta - de um mapa constante dos estudos de seu pai. Tal descoberta é possível quando nesse lugar Indy encontra o túmulo de um de três irmãos cavaleiros que lutaram na "última cruzada" e que juraram proteger o Graal.
Há, então, algumas idas e vindas, com a necessidade de Indiana libertar seu pai que está com os nazistas, a necessidade de recuperar a caderneta, que fora enviada a Berlim (em que pai e filho têm um encontro inusual com Hitler), e que Indy consegue com Elza (que por este momento e pelo final em que aparentemente ela leva Donovan a uma escolha errada parece não concordar com os objetivos nazistas de buscar o Graal para assegurar vida eterna.
A partir desse momento o filme tem uma certa perda de coerência no roteiro, a perseguição no tanque, os nazistas chegam ao local em que está o Graal (a cidade Petra, na Jordânia, não se menciona este lugar no filme), Indiana, Marcus Brody (ótimo papel secundário interpretado por Denholm Elliott), Henry e Sallah vão atrás dos nazis para impedir o intento destes.
Quando lá chegam, os alemães estão sendo mortos pelas armadilhas, desafios propostos que devem ser vencidos para se chegar ao graal. Para forçar Indiana Jones a se arriscar, seu pai é alvejado por um tiro. Eis os desafios: só o penitente passará, a palavra de Deus, e "a leap of faith", ou o mistério da fé, um salto com fé. Obviamente que só Indy consegue desvendar os mistérios, e chegar à sala do Graal.
Ali, há um cavaleiro templário há mais de 700 anos, que desafia Indiana para um duelo, mas ele mal consegue erguer sua espada, e sendo Indy vencedor, deveria passar a ser o novo guardião do Graal.
Nesse ínterim, com os desafios já vencidos por Indiana, chegam os alemães, e Donovan (um americano, diga-se) quer ser o primeiro a conquistar a imortalidade, mas com a ajuda de Elza (nessa última vez que vi o filme achei que ela erra de propósito) ele faz uma má escolha e dá-se mal.
Indiana faz uma boa escolha - um copo de carpinteiro, e com a água do copo bento salva seu pai que fora alvejado.
O Graal não pode deixar o santuário, e a imortalidade só é garantida para quem ali permaneça. Quando Elza tem um surto egoísta - a vida eterna, ela ultrapassa o selo que limita o Graal, o santuário desmorona. Elza é vencida por sua cobiça e cai para a morte, apesar dos apelos de Indy. Indy é igualmente tentado, mas ao contrário da alemã, ouve o chamado de seu pai (e com ele tacitamente se reconcilia de suas rusgas de infância) e deixa para trás a relíquia e a tentação de vida eterna.
Nota IMDB. 8,3. Vale quanto pesa.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
PARCEIROS DA NOITE (1980), de WILLIAM FRIEDKIN, 19.07.2011
Um filme um pouco confuso, com um final inconclusivo - mas que faz pensar - prejudicado pela péssima imagem que o TCM fornece, mesmo que numa TV de LCD e o escambau.O filme trata da investigação de crimes na cena gay novaiorquina do final dos 70 (o filme é de 1980), especialmente na comunidade sadomasoquista, e que leva, para a realização da investigação, à infiltração do detetive Steve Burns (em grande interpretação de Al Pacino, sem os maneirismos e cacoetes que o caracterizaram em filmes posteriores) em tal comunidade, uma vez que ele tem características físicas semelhantes às das primeiras vítimas do gay killer.
Para investigar, Burns passa a freqüentar clubes de S&M, o Central Park, pontos de "cruising" da comunidade gay, ter encontros homossexuais com suspeitos dos assassinatos.
Essa infiltração modifica o comportamento de Burns, altera seu comportamento com sua namorada Nancy (vivida por Karen Allen - a Marion de Indiana Jones), o modo como passa a ver a comunidade gay - aliás, constantemente achacada pela própria polícia de Nova York.
Com a descoberta do assassino, Burns passa a vigiá-lo, se aproxima, descobre problemas deste com seu pai (cartas escritas pelo assassino Stuart Richards, mas nunca enviadas), e tendo um encontro com ele no Central Park, o mata, quando Stuart tentá esfaqueá-lo.
O final cria um ponto de interrogação sombrio, em que não é possível descobrir quem matou o gay amigável (Ted Bailey) - não pertencente ao universo sadomasoquista - vizinho de Burns no apartamento que este alugou para viver infiltrado. Há a possibilidade de a morte ter sido causada pelo companheiro/amante desse, com quem Burns teve um desentendimento, porque esse companheiro imagina que Burns possa estar tendo um caso com Ted, ou mesmo que Burns tenha matado seu vizinho, como negação de sua possível homossexualidade, tentando matar seu impulso gay. Se como se diz em psicanálise, a homofobia esconderia uma homossexualidade latente, essa possibilidade certamente existe. Mas certeza do que houve não se tem.
Ao final, Burns livre da investigação, pois descoberto Stuart, não se desfaz de sua indumentária S&M, o que reforça as suspeitas quanto às tendências sexuais do policial.
O filme causou furor da comunidade gay, e foi por isso proscrito por muito tempo, e Friedkin viveu um ostracismo durante um bom tempo por ter realizado Cruising. No TCM, Valéria Monteiro comenta o filme e diz que é um dos filmes mais odiosos já feitos, no que, a meu sentir, ela está completamente equivocada. É isso que dá colocar alguém que aparentemente não entende porra nenhuma de cinema (não que eu entenda, mas eu tento pensar, ao menos), e lê um texto escrito por qualquer um. Não vejo o filme como homofóbico, mas sim um retrato da comunidade gay pré-AIDS, e um mergulho na mente e mudanças e perigos sofridos pelo policial vivido por Al Pacino durante a sua incursão ao mundo gay.
Nota do IMDB - 6,1. Merece mais.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008), de STEVEN SPIELBERG - 17.07.2011
O filme tem como mote a busca pelas "caveiras de cristal", e nessa busca estão envolvidos os russos, capitaneados por Irina Spalko (Cate Blanchett), que invadem a famosa área 51, em busca de um invólucro que contém algo que não é revelado de início, apenas se sabe que aquilo tem um potencial magnético elevado. Quando se abre o invólucro, alguém corta um saco e aparece uma mão de forma inumana.
Jones fora chamado pelos russos para identificar esse objeto dentre tantos depositados na Área 51, identifica-o, mas não consegue evitar que os russos o levem.
O filme se passa num período de guerra fria (não se sabe exatamente quando, mas Indi escapa de um teste atômico realizado perto da área 51, o que parece ambientar o filme na década de 50.
Então a personagem de Shia Leboeuf - mal, por sinal - aparece na história, com uma carta que lhe teria sido enviada pela mãe deste, e que conteria dados anotados por Oxley, outro arqueológo agora desaparecido, que aparentemente descobriu o Eldorado (Akator), na selva amazônica, devendo essa carta chegar a Jones. Jones então começa a busca a Akator, à caveira de Cristal que em tese criaria grandes poderes para aquele que devolvesse a caveira a seu Reino, poderes estes mentais, paranormais, e a União Soviética teria interesse nisso pois se criaria uma arma tão ou mais potente que as atômicas americanas.
Depois de idas e vindas, lutas e perseguições na selva amazônica, eles encontram a caveira no túmulo de Orellana (o conquistador Espanhol que teria chegado ao Eldorado) e a levam até Akator - a cidade de ouro, onde descobrem que aquela era uma cidade extraterrestre, os construtores eram ETs, e que o verdadeiro tesouro da cidade não eram as riquezas materiais, mas o conhecimento.
Depois de idas e vindas, lutas e perseguições na selva amazônica, eles encontram a caveira no túmulo de Orellana (o conquistador Espanhol que teria chegado ao Eldorado) e a levam até Akator - a cidade de ouro, onde descobrem que aquela era uma cidade extraterrestre, os construtores eram ETs, e que o verdadeiro tesouro da cidade não eram as riquezas materiais, mas o conhecimento.
A cidade, aparentemente para que o poder não caia em mãos de ninguém se autodestroi, os russos são "vaporizados, evaporados", e uma nave alienígena vai embora. Uma grande porcaria.
O que traz alguma leveza ao filme são as referências a filmes anteriores da série, com a presença de Marion, uma breve tomada mostrando a arca da aliança no depósito da Área 51 e Indiana ao ver um desenho o identifica como a Arca, e alguém pergunta se ele tem certeza, ele diz que sim, e menções a Marcus Brody e Henry Jones (Sean Connery).
O que traz alguma leveza ao filme são as referências a filmes anteriores da série, com a presença de Marion, uma breve tomada mostrando a arca da aliança no depósito da Área 51 e Indiana ao ver um desenho o identifica como a Arca, e alguém pergunta se ele tem certeza, ele diz que sim, e menções a Marcus Brody e Henry Jones (Sean Connery).
A iluminação do filme é estranhíssima, as imagens são muito claras, talvez para atenuar a idade de Harrison Ford. Cate Blanchett igualmente parece uma boneca de cera, e muitos dos efeitos especiais - na verdade imagens geradas por computador (CGI) são perceptíveis demais, numa atmosfera computadorizada que faz desaparecer aquele clima de filme de aventura dos anos 30 ou 40 que permeava os antigos filmes da série.
Não fosse isso, o argumento extraterrestre - o reino da caveira de cristal é constituído por extraterrestres interdimensionais evoluídissimos que teria construído Akator, uma civilização 5000 anos adiantada no tempo - é pouco convincente e fornece um final ao filme como se um deus ex-machina terminasse a história.
A cena final, em que Indiana Jones se casa com Marion, constrange um pouco, mas traz implícita uma aparente boa notícia: quando o novo-velho casal vai deixando a Igreja, Jones vai esquecendo seu chapéu e Shia Lebouf vai pegá-lo, como a indicar o prosseguimento da série com um novo herói. Nesse instante, Indiana Jones volta e pega seu chapéu. Assim, aparentemente, evitam-se novos erros, como considero esse filme.
Nota IMDB - 6,5. Não merece mais do que isso. Merce menos, um 4.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
ANATOMIA DE UM CRIME - 1959, de OTTO PREMINGER 12-14.jul.2011
James Stewart interpreta Paul Biegler, um advogado frustrado e ex District Attorney (perdeu a eleição para o atual promotor), em Ironcliff, Michigan, que aceita um caso
Barney Quill é morto pelo tenente Frederick Manion, porque Quill teria estuprado a esposa de Manion, Laura, vivida por Lee Remick.
Laura, em seu segundo casamento, tendo largado um companheiro de caserna para ficar com o tenente Manion, é uma jovem insidiosa, insinuante (várias vezes flerta com Biegler, por exemplo), de comportamento bastante duvidoso.
Ela relata como teria se dado o estupro cometido por Barney Quill, um atendente de bar a que Laura foi por volta das 20h30, no dia dos fatos, com algumas pequenas contradições - o cachorro, os óculos, a calcinha que não foi encontrada.
Biegler entrevista o Tte. Manion, este chega à conclusão (após tê-lo induzido a isso) que estava temporariamente insano, e o advogado aceita a causa, mediante o pagamento futuro de 3 mil dólares - devia ser dinheiro em 1959.
Na lida forense, ele contará com a ajuda de seu amigo irlandês e também advogado - porém alcóolatra e desanimado da profissão - Parnell Mccarthy - em ótimo papel coadjuvante de Arthur O'Connell.
Mary Pilante administrava o bar de Quill e é sua possível herdeira (e provavelmente amante deste - depois se saberá que era outra coisa). Ademais, Barney teria ficado violento após provocações desta - que teria se envolvido com militares.
Em plenário, o D.A. é acompanhado por um membro da Procuradoria Federal, Claude Dancer (George C. Scott).
As primeiras testemunhas são o legista - apresentar a causa mortis, o fotógrafo da cena do crime e autópsia e vítima (embora as fotos desta não tenham sido apresentadas pela acusação).
O atendente do bar - Alphonse Paquette disse que Manion simplesmente entrou no bar e disparou contra Quill. Reconheceu que Quill era experto em tiro ao alvo e que tinha armas sob o balcão.
Lemon, zelador do parque e que cuidava da entrada e saída das pessoas, disse que viu Manion por volta da 1h, e este confessou o crime. Que também viu Laura, e estava "a mess", horrível na dublagem. Mas Lemon disse que não viu Laura anteriormente, naquele dia.
Os policiais, ouvidos, trataram da prisão de Frederick, do estado de ânimo de Manion, e que este afirmou que faria tudo de novo. E que Laura teria "algum problema" com Quill. Mas esse eufemismo - algum problema - teria sido induzido pela acusação. Então o policial disse que o "problema" era que Quill teria violentado sua esposa. Que encontraram no dia seguinte, o rastro do veículo, do cachorro e o estojo do óculos.
Todas as testemunhas asseveraram que o réu tinha o completo controle de seus atos.
O médico disse que não havia espermatozóides em Laura, e não formou opinião se houve violência ou não. Aparentemente não teria havido sexo com Laura, mas era possível eis que poderia não ter havido ejaculação.
Os depoimentos continuam, psiquiatras debatem sobre a tese de impulso incontrolável (Manion estaria fora de seu juízo perfeito, em violenta emoção), e não teria como conter aquela conduta.
Ao chegar ao final, temos então dois depoimentos fortes e díspares entre si, que poderiam levar a qualquer desfecho: de um lado, um colega de cela de Manion diz que este lhe confessou que conseguiu enganar todo mundo, os jurados, os advogados, e que já estava tudo arrumado para a absolvição, e que logo depois de absolvido, daria uma surra em Laura.
De outro lado, Mary Pilante, que Parnell descobriu - em seu trabalho como advogado de investigação e não de plenário - não ser a amante, mas a filha de Barney Quill, ao ver em plenário a discussão sobre a calcinha não encontrada, pede para ser chamada como testemunha, e apresenta a calcinha - que fora jogado no serviço da lavanderia do estabelecimento comercial de Quill, com os detalhes da descrição dada por Laura.
Sem mostrar as alegações finais dos advogados, os jurados se recolhem, e igualmente não filmada a discussão destes, volta-se à proclamação do veredicto - absolutório por ter o réu agido sob impulso irresistível.
No outro dia, Parnell e Biegler se dirigem ao estacionamento dos trailers para encontrar Manion e Laura e cobrar seus honorários, mas quando lá chegam o casal não mais está, e eles recebem um bilhete destes das mãos de Lemon, onde está escrito por Manion que este teve um "impulso irresistível" para fugir.
Esse final dúbio é espetacular, pois não se pode ter certeza da armação ou não por Manion e Laura, da manipulação ou não da verdade, da culpa ou inocência de quem quer que seja.
Os dois advogados - Parnell que resolveu largar de vez a bebida - quebrados, lamentam a situação, mas dizem que na nova sociedade que formarão darão um jeito, irão correr atrás de clientes, e a primeira será exatamente Pilante, para que eles a ajudem a administrar o seu negócio.
Parnell conclui, após Biegler jogar no lixo o bilhete deixado por Manion, olhando para uma garrafa de gim vazia, na mesma lixeira: nunca confie num homem que bebe gim - espetacular, ele mesmo era um alcóolatra de estirpe.
Ótimo filme, com atuações destacadas do coadjuvante Parnell (Arthur O´Connell), e com um grande embate de advogados, com argumentos rápidos e incisivos, apresentados em plenário por James Stewart e George C. Scott.
Nota IMDB = 8,1. É por aí.
Barney Quill é morto pelo tenente Frederick Manion, porque Quill teria estuprado a esposa de Manion, Laura, vivida por Lee Remick.Laura, em seu segundo casamento, tendo largado um companheiro de caserna para ficar com o tenente Manion, é uma jovem insidiosa, insinuante (várias vezes flerta com Biegler, por exemplo), de comportamento bastante duvidoso.
Ela relata como teria se dado o estupro cometido por Barney Quill, um atendente de bar a que Laura foi por volta das 20h30, no dia dos fatos, com algumas pequenas contradições - o cachorro, os óculos, a calcinha que não foi encontrada.
Biegler entrevista o Tte. Manion, este chega à conclusão (após tê-lo induzido a isso) que estava temporariamente insano, e o advogado aceita a causa, mediante o pagamento futuro de 3 mil dólares - devia ser dinheiro em 1959.
Na lida forense, ele contará com a ajuda de seu amigo irlandês e também advogado - porém alcóolatra e desanimado da profissão - Parnell Mccarthy - em ótimo papel coadjuvante de Arthur O'Connell.
Mary Pilante administrava o bar de Quill e é sua possível herdeira (e provavelmente amante deste - depois se saberá que era outra coisa). Ademais, Barney teria ficado violento após provocações desta - que teria se envolvido com militares.
Em plenário, o D.A. é acompanhado por um membro da Procuradoria Federal, Claude Dancer (George C. Scott).
As primeiras testemunhas são o legista - apresentar a causa mortis, o fotógrafo da cena do crime e autópsia e vítima (embora as fotos desta não tenham sido apresentadas pela acusação).
O atendente do bar - Alphonse Paquette disse que Manion simplesmente entrou no bar e disparou contra Quill. Reconheceu que Quill era experto em tiro ao alvo e que tinha armas sob o balcão.
Lemon, zelador do parque e que cuidava da entrada e saída das pessoas, disse que viu Manion por volta da 1h, e este confessou o crime. Que também viu Laura, e estava "a mess", horrível na dublagem. Mas Lemon disse que não viu Laura anteriormente, naquele dia.
Os policiais, ouvidos, trataram da prisão de Frederick, do estado de ânimo de Manion, e que este afirmou que faria tudo de novo. E que Laura teria "algum problema" com Quill. Mas esse eufemismo - algum problema - teria sido induzido pela acusação. Então o policial disse que o "problema" era que Quill teria violentado sua esposa. Que encontraram no dia seguinte, o rastro do veículo, do cachorro e o estojo do óculos.
Todas as testemunhas asseveraram que o réu tinha o completo controle de seus atos.
O médico disse que não havia espermatozóides em Laura, e não formou opinião se houve violência ou não. Aparentemente não teria havido sexo com Laura, mas era possível eis que poderia não ter havido ejaculação.
Os depoimentos continuam, psiquiatras debatem sobre a tese de impulso incontrolável (Manion estaria fora de seu juízo perfeito, em violenta emoção), e não teria como conter aquela conduta.
Ao chegar ao final, temos então dois depoimentos fortes e díspares entre si, que poderiam levar a qualquer desfecho: de um lado, um colega de cela de Manion diz que este lhe confessou que conseguiu enganar todo mundo, os jurados, os advogados, e que já estava tudo arrumado para a absolvição, e que logo depois de absolvido, daria uma surra em Laura.
De outro lado, Mary Pilante, que Parnell descobriu - em seu trabalho como advogado de investigação e não de plenário - não ser a amante, mas a filha de Barney Quill, ao ver em plenário a discussão sobre a calcinha não encontrada, pede para ser chamada como testemunha, e apresenta a calcinha - que fora jogado no serviço da lavanderia do estabelecimento comercial de Quill, com os detalhes da descrição dada por Laura.
Sem mostrar as alegações finais dos advogados, os jurados se recolhem, e igualmente não filmada a discussão destes, volta-se à proclamação do veredicto - absolutório por ter o réu agido sob impulso irresistível.
No outro dia, Parnell e Biegler se dirigem ao estacionamento dos trailers para encontrar Manion e Laura e cobrar seus honorários, mas quando lá chegam o casal não mais está, e eles recebem um bilhete destes das mãos de Lemon, onde está escrito por Manion que este teve um "impulso irresistível" para fugir.
Esse final dúbio é espetacular, pois não se pode ter certeza da armação ou não por Manion e Laura, da manipulação ou não da verdade, da culpa ou inocência de quem quer que seja.
Os dois advogados - Parnell que resolveu largar de vez a bebida - quebrados, lamentam a situação, mas dizem que na nova sociedade que formarão darão um jeito, irão correr atrás de clientes, e a primeira será exatamente Pilante, para que eles a ajudem a administrar o seu negócio.
Parnell conclui, após Biegler jogar no lixo o bilhete deixado por Manion, olhando para uma garrafa de gim vazia, na mesma lixeira: nunca confie num homem que bebe gim - espetacular, ele mesmo era um alcóolatra de estirpe.
Ótimo filme, com atuações destacadas do coadjuvante Parnell (Arthur O´Connell), e com um grande embate de advogados, com argumentos rápidos e incisivos, apresentados em plenário por James Stewart e George C. Scott.
Nota IMDB = 8,1. É por aí.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1934) - de ALFRED HITCHCOCK - 21.06.11-04.07.2011
Essa é a primeira realização desse filme pelo mestre do suspense, depois regravado pelo próprio Hitchcock em sua fase norte-americana, desta feita com Cary Grant e Doris Day.Essa primeira versão cinematográfica conta com Peter Lorre (de M, o Vampiro de Dusseldorf - um filmaço), Leslie Banks e Edna Best, é um filme curto - 75 minutos - com a duração típica dos filmes da década de 30.
Bob Lawrence e sua esposa Jill e a filha do casal estão nos alpes suícos assistindo e participando de competições de inverno, e aos arredores estão Abbott (Lorre), Louis, Ramon.
Durante um jantar, Louis, o esquiador francês é morto por um tiro disparado de fora do salão de baile e sussura ao ouvido do casal britânico um segredo - que o pincel de barba de seu quarto deve ser levado para o Consul Britânico ou para Gibson, e tudo isso em segredo.
Ramon se apresenta como um dos suspeitos, ao tentar entar no quarto de Louis, e logo requerer a Bob que lhe entregue o que quer que tenha pego. Dentro do pincel, um recado: G Barbor fazer contato com A. Hall, 21 de março.
Enquanto Bob e Jill são interrogados sobre sua amizade e por ter Bob estado no quarto de Louis, recebem um bilhete ameaçando-os de que se disserem alguma coisa, nunca mais veriam sua filha de novo
Já de volta à Inglaterra, Bob encontra Gibson, secretário do Assessor de Assuntos Exteriores, e este sabe da mensagem, do seqüestro, e diz que se ele não cooperar um estadista de nome Ropa será assassinado. Nada falam ao agente público, e resolvem investigar por si mesmos.
Recebem um telefonema intimidatório, e vão ao bairro Wapping, e lá encontram um dentista G. Barbor. Bob está sendo atendido, e chega Peter Lorre, reconhecível pelo relógio de Bolso com que tentara distrair a menina seqüestrada, ainda na Suíça. Logo depois, Bob é atacado pelo dentista, porém consegue desvencilhar-se e dopá-lo, toma seu lugar, e fica à espreita, e logo depois Ramon também chega e Bob ouve a conversa dos dois bandidos, combinando alguma coisa em um camarote - depois se saberá ser no Albert Hall (A Hall do bilhete), e mencionam a menina e a esposa de Bob, Jill.
Bob segue os bandidos e encontra o Tabernáculo do Sol, com um sol que estava desenhado no bilhete encontrado dentro do pincel, uma seita estranha.
Clive ,que acompanhava Bob, é hipnotizado por uma mulher misteriosa, e Bob rendido com uma arma por uma senhorinha, mas após uma briga, consegue fazer com que Clive acorde do transe, fuja e vá em direção a Jill, mande-a ir ao Albert Hall, e chame a polícia, mas Bob fica preso, agora junto a sua filha.
Lorre (Abbott) mostra a Ramon a música que tocará no Albert Hall e o exato momento em que ele deve atirar (não se sabe em quem, ainda) e o tiro não poderia ser ouvido, e Bob ouve a explicação.
Já na sala de concertos, Ramon encontra Jill, dá a ela um broche que indica que sua filha está em poder deles, e Jill mantém seu silêncio e não vai falar com Gibson. Jill fica tentando descobrir o que vai acontecer, enquanto se desenrola o concerto.
Há um mandatário/embaixador de algum país cuja bandeira não reconheci e que é o provável alvo de Ramon. Na hora do tiro Jill dá um grito que faz que o tiro não seja perfeito e o embaixador Ropa é então salvo.
Ramon é seguido pela polícia que faz um cerco ao bando (no livro do Truffaut-Hitchcock este explica que a polícia inglesa não usa armas, e ele teve dificuldades para colocar rifles na mão da polícia, até mesmo com a censura (!) inglesa. Depois que um policial desarmado é morto, eles recorrem às armas de uma loja da vizinhança.
Quando todos os comparsas de Abbott e Ramon estão mortos, sobrando só os dois, eles resolvem usar a menina como escudo humano, este atira em Bob (acertando-o no braço), que a essa altura já tinha encontrado sua filha em um quarto do covil dos bandidos, persegue a filha do casa sobre os telhados e, lá de baixo, Jill - uma exímia atiradora como Hitchcock nos mostrara no início do filme - acerta e mata Ramon, salvando sua filha.
A polícia invade o prédio e mata o último bandido. Abbott. E todos foram felizes para sempre. Um bom filme, a refilmagem me agradou muito mais. De qualquer forma, o filme tem um ritmo impressionante, frenético, tanto que as informações para serem gravadas aqui no blog exigiram uma observação maior do que em muitos filmes muito mais longos. Detalhes do bilhete, do broche, do relógio de bolso de Abbott, o primeior olhar deste para o espião francês, a acompanhante de Abbot em St Moritz que depois se vê ser sua comparsa em Londres, enfim, vários pequenos detalhes, numa imagem não muito nítida, nos obrigam a prestar bastante atenção ao filme, sob pena de perder algum vínculo capital para a compreensão da história. Parei diversas vezes o filme para atentar a tais detalhes.
Algumas interpretações muito teatrais - típicas daquela época cinematográfica - mais ainda assim um bom filme.
IMDB, nota 6,9. É por aí, talvez alguns décimos a mais, mas não muitos.
terça-feira, 21 de junho de 2011
VAMPIROS DE ALMAS (INVASION OF THE BODY SNATCHERS) - 1956 - de DON SIEGEL - 21.06.11
Don Siegel, que depois ficou muito conhecido por dirigir filmes policiais com Clint Eastwood, é o condutor desse filme de ficção/terror filmado na década de 50.Dr. Bennell, médico de cidade do interior é chamado de um congresso médico, porque muitos na cidadezinha de Santa Mira estão doentes, mas, subitamente, melhoram, e dizem que nada de estranho aconteceu. Na verdade, as pessoas que reclamavam do estranho comportamento passam a não mais estranhar pois elas também foram substituídas pelos body snatchers.
Os sintomas são de que as pessoas começam a estranhar o comportamento de seus conhecidos, pois estes passam a se comportar diferentemente, as pessoas passam a achar que seus entes queridos não são eles mesmos.
Lá ele reencontra Becky Driscoll, ex-namorada, divorciada como ele, e logo reatam seu romance.
Então, na casa de Jack Belicec encontram um novo Jack Belicec em desenvolvimento, um corpo ainda inanimado, uma réplica inacabada, com as mesmas feições do original. Na seqüência, muitas outras réplicas de várias outras pessoas são encontradas, inclusive de Bennel, Becky, Jack e sua esposa Terry.
Logo também descobre que praticamente toda a cidade (os policiais, o psiquiatra, a secretária do Dr. Bennell, os parentes de Becky) já foi substituída por seus avatares, que são formados como que dentro de um casulo, e aparentemente substituem a pessoa original quando esta dorme.
Com a cidade praticamente tomada, só restam Becky e Bennell que ainda não se tornaram inumanos. A transformação se dá pois chegaram sementes do céu, e estas se tornam leguminosas que podem reproduzir qualquer forma de vida, e estes novos seres que nascem, serão todos iguais entre si, sem a necessidade de emoções, sentimentos, desejo, ambição, fé. E não opção senão viver nesse novo mundo.
Haveria aqui uma crítica ao comunismo, ou ao macarthismo? É bem possível, dada a época do filme, e a ambos, penso eu. A ditadura de todos contra um. A do comunismo contra os americanos. A dos macartistas contra aqueles que não quisessem agir do modo macarthista. Não resta nenhum ser humano em Santa Mira, todos estão em perigo, eles virão atrás de vocês, de nossas mulheres, de nossos filhos, eles já estão aqui, você pode ser o próximo", berra Bennell na estrada, para todos.
Nota IMDB - 8.0, vale um pouco menos, mas é um bom filme, uma boa parábola, com uma trilha sonora muito eficiente para incutir o clima de suspense, de agonia.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
SHERLOCK HOLMES E A MULHER DE VERDE (1945), de ROY WILLIAN NEILL - 18.06.11
Filme como um Sherlock Holmes com o biotipo ideal do detetive, aqui vivido por Basil Rathbone, Watson vivido por Nigel Bruce.
Há em andamento uma investigação de uma série de crimes, de assassinatos e mutilação de mulheres
As vítimas tinham o indicacdor direito cortado cirurgicamente, e os oficiais da CID (Criminal Investigation Department), da Scotland Yard, estavam perdidos e pedem ajuda a Holmes.
Quando há o quinto assassinato, em Edgeware Road, Sir George Fenwick, que se envolvera com Lydia, uma loira misteriosa, acorda naquela localidade com algo no bolso (não revelado inicialmente). Na noite anterior, estivera com Lydia, mas ficou desacordado por horas, sem saber o que houve num intervalo de 10 horas.
Logo na manhã seguinte, é chantageado por alguém que encontrou sua cigarreira, e paga cerca de 10 mil libras ao chantageador. A filha de Fenwick vai a té holmes, com um dedo, que viu seu pai enterrar no jardim. Eles se dirige à casa de George, e este foi então assassinado com um tiro nas costas (não sem ater em suas mãos uma caixa de fósforos da Pembroke House, lugar em que estivera com Lydia e foi visto por Holmes).
Ato contínuo, vemos Holmes deduzir a extorsão (o motivo dos crimes), e logo então professor Moriarty - o chantageador de sir George - ir a casa de Holmes e exigir que este deixe de invesigar o caso, ou algo acontecerá a ele e a Watson.
Há uma tentativa de assassinato contra Holmes, e como eles conseguem capturar o atirador, vêem que este estava hipnotizado, e daí Sherlock também infere que o método dos assassinatos é a hipnose, ou seja, o assassino fica em transe enquanto os crimes são feitos por um cirurgião cupincha de Moriarty, os dedos colocados nos pertences do extorquido, para que este, desnorteado, acredite ser o autor do homicídio e sucumba à extorsão do bando criminoso.
Holmes então vai a um clube de hipnose, onde se encontra com Lydia (que nesse momento vestia o verde do título_. Leva-a ao Pembroke House, e Lydia acredita que Holmes não a identificou junto a Fenwick, dias atrás). Ele reclama do caso irresolvido e ela se dispõe a ajudá-lo. Leva-o até sua casa, Holmes finge ter sido hipnotizado, então Moriarty tenta levar Holmes ao suicídio, e este finge obedecer aos comandos do criminoso, até que Watson chega, com o auxílio dos policiais (a meu ver aqui há um problema com o roteiro, pois Watson não sabia onde morava Lydia - ou pelo menos não observei isso no filme), e prendem os criminosos, exceto por Moriarty, que se desvencilha dos policiais e se suicida (pelo menos até reaparecer em um outro conto ou filme qualquer).
IMDB, nota 6,8. Vale menos.
Há em andamento uma investigação de uma série de crimes, de assassinatos e mutilação de mulheresAs vítimas tinham o indicacdor direito cortado cirurgicamente, e os oficiais da CID (Criminal Investigation Department), da Scotland Yard, estavam perdidos e pedem ajuda a Holmes.
Quando há o quinto assassinato, em Edgeware Road, Sir George Fenwick, que se envolvera com Lydia, uma loira misteriosa, acorda naquela localidade com algo no bolso (não revelado inicialmente). Na noite anterior, estivera com Lydia, mas ficou desacordado por horas, sem saber o que houve num intervalo de 10 horas.
Logo na manhã seguinte, é chantageado por alguém que encontrou sua cigarreira, e paga cerca de 10 mil libras ao chantageador. A filha de Fenwick vai a té holmes, com um dedo, que viu seu pai enterrar no jardim. Eles se dirige à casa de George, e este foi então assassinado com um tiro nas costas (não sem ater em suas mãos uma caixa de fósforos da Pembroke House, lugar em que estivera com Lydia e foi visto por Holmes).
Ato contínuo, vemos Holmes deduzir a extorsão (o motivo dos crimes), e logo então professor Moriarty - o chantageador de sir George - ir a casa de Holmes e exigir que este deixe de invesigar o caso, ou algo acontecerá a ele e a Watson.
Há uma tentativa de assassinato contra Holmes, e como eles conseguem capturar o atirador, vêem que este estava hipnotizado, e daí Sherlock também infere que o método dos assassinatos é a hipnose, ou seja, o assassino fica em transe enquanto os crimes são feitos por um cirurgião cupincha de Moriarty, os dedos colocados nos pertences do extorquido, para que este, desnorteado, acredite ser o autor do homicídio e sucumba à extorsão do bando criminoso.
Holmes então vai a um clube de hipnose, onde se encontra com Lydia (que nesse momento vestia o verde do título_. Leva-a ao Pembroke House, e Lydia acredita que Holmes não a identificou junto a Fenwick, dias atrás). Ele reclama do caso irresolvido e ela se dispõe a ajudá-lo. Leva-o até sua casa, Holmes finge ter sido hipnotizado, então Moriarty tenta levar Holmes ao suicídio, e este finge obedecer aos comandos do criminoso, até que Watson chega, com o auxílio dos policiais (a meu ver aqui há um problema com o roteiro, pois Watson não sabia onde morava Lydia - ou pelo menos não observei isso no filme), e prendem os criminosos, exceto por Moriarty, que se desvencilha dos policiais e se suicida (pelo menos até reaparecer em um outro conto ou filme qualquer).
IMDB, nota 6,8. Vale menos.
ROLLERBALL (1975), de NORMAN JEWISON, 19.06.11
Uma distopia futura filmada por Norman Jewison. A primeira vez que assisti a esse filme o achei uma grande porcaria, agora mudei de opinião, já nos primeiros minutos da fita (se é que ainda se fala fita hoje em dia).No tempo em que se passa o filme, as ligas convencionais de esportes foram extintas, as pessoas não sabem mais sobre a história da NFL, por exemplo, ou sobre a Copa do Mundo, só há o Rollerball (uma disputa sobre patins e motos, em que a violência é extrema), e nesse "esporte" Jonathan é o grande astro.
Em tal futuro, não muito distante de agora (2018), mas 33 anos à frente da época do filme, todos os problemas da humanidade estão resolvidos, não há crime, violência, pobreza, as pessoas tem direito ao luxo, a um remédio que cura todas as dores, tal como o soma em Admirável Mundo Novo ou o gim em 1984, mas os países foram substituídos por empresas - e mesmo entre essas acabou a competição, e há uma organização com suprapoderes. Basta que as pessoas atendam aos anseios da corporação para que tudo fique "bem", não interfiram nas decisões gerenciais, e aceitem as ordens impostas.
A organização (em suas mais diversas áreas, energia, luxúria, transporte, comida, comunicação, luxo,etc ) tem o poder de intervir drasticamente na vida das pessoas (tudo sob o prestexto de buscar o bem comum), por exemplo, fazendo com que o protagonista Jonathan (vivido por James Caan) tenha de entregar sua mulher (uma e outras mulheres são postas pela organização à disposição dele, em substituição àquela primeira) a um membro da organização, e, igualmente, tenha que se aposentar do esporte - talvez para evitar a criação de um idolo depois incontrolável pelas corporações (ainda que o ídolo não tivesse a mínima noção disso).
Ademais o jogo fora criado para mostrar a futilidade do esforço individual, e sobressaindo um ou outro jogador, o propósito do jogo é desvirtuado.
James Caan tenta ir a uma biblioteca obter algumas infomação, mas os livros que ele deseja são secretos, foram transcritos e resumidos
Ele reluta em se aposentar, e então as intenções da Corporação em relação a ele mudam drasticamente. Inicialmente, mudanças de regras
Serve também como uma reflexão do mundo dos esportes, em que o melhor atleta do mundo não é ninguém, e sim o dono do clube - nos EUA - é quem detém realmente o poder. E ninguém é maior do que o jogo.
Quando ele reencontra sua ex-companheira, esta mudou, submeteu-se ao modo de pensar da organização. Ele diz que há muito tempo as pessoas optaram por ter coisas boas em vez da liberdade, ela retruca que a história toda foi assim, e que conforto é liberdade.
Ela tenta convencê-lo a desistir da carreira, pois o próximo jogo será sem anotação de faltas e sem limite de tempo, o que significa morrer em quadra.
Começa todo mundo a morrer e aí, pá, a gravação da SKY foi interrompida e não vi o final do filme, mas no youtube há o final (faltam alguns minutos), só sobra Jonathan que marca o gol da vitória, com todos os outros mortos, e passa a rodar sozinho pela quadra, sob os aplausos da plateia. Quando passar de novo na SKY, se houver algo a acrescentar, o farei. Mas o filme é bom, embora com argumentos conhecidos de outras obras distópicas.
(pois bem, em 23.07 assisti ao final do filme, e aí vai). Como eu dizia, todos vão morrendo, pois o jogo está sem regras e sem tempo, mas não há muito a aacrescentar, é a pura violência estatal e o indivíduo se virando como puder. Ele mata o penúltimo adversário, bem em frente ao chefão - Mr. Bartholomew (John Houseman, vencedor do Oscar de ator coadjuvante por "The paper chase"), e depois de imobilizar o último oponente, resolve poupar a vida deste, para só então, marcar o ponto da vitória, e sozinho, continuar patinando no ringue, sob a ovação do público. Ele não precisou largar do jogo, nem de suas convicções. ROLLERBALL! Se as regras mudarem, continue o mesmo!
NOTA IMDB - 6,5. Vale muito mais. 7,5 ou 8.
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sábado, 18 de junho de 2011
O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (1962) - DEZ.2010, de JOHN FORD
Um filmaço, de John Ford, com James Stewart, John Wayne e Lee Marvin, este como o Liberty Valance (que dá o título do filme - The Man who Shot Liberty Valance).
Este filme tem um título em português melhor do que o do original - O homem que matou Liberty Valance. A troca do nome por "facínora" deixa o título mais dramático.
A primeira vez que vi este filme, há uns 15 anos, já fiquei impressionadíssimo. Não foi diferente agora.
John Wayne - na qualidade do durão Tom Doniphon, e Jimmy Stewart, interpretando o Sen. Ransom (Ranse) Stoddard, e o próprio Lee Marvin estão todos muito bem.
O filme começa com a chegada de Ranse, um senador já de idade, à cidade (Shinbone) em que viveu os fatos que serão contados em retrospectiva, e sua chegada se dá para o velório de Tom Doniphon. Todos ficam intrigados do porquê de um senador vir a um velório de um zé ninguém, e ele passa a contar a história, até então desconhecida de todos, tendo como seu interlocutor algumas pessoas, dentre elas o jornalista do Shinbone Star, que ao final vai pronunciar uma das falas mais conhecidas do cinema americano (para mim, ao menos, embora não conste das 100 mais do AFI).
A história contada inicia quando Ranse migra para a cidade em que pretende se estabelecer como advogado, mas já na viagem de chegada ele é assaltado pelo bando de Valence.
Na cidade, pretende que se punam os culpados, mas todos têm medo de Valance, exceto Doniphon.
Valance ficar contrariado com Ranse, e promete matá-lo, e eles se encontram num duelo em que Ranse mata o bandido, e a partir daí cria sua fama, torna-se político, e vira um herói local.
Ao narrar a história, Ranse acaba enaltecendo o caráter de Doniphon, um durão representante do velho oeste - em vez desse novo, em que a lei (o advogado) vem para substituir as armas - e demonstrando exatamente essa evolução do Oeste.
Ao concluir a narrativa, ele revela que em verdade foi Doniphon o autor do disparo que matou Liberty Valance (Ranse mal sabia atirar, tentou ter aulas com Doniphon mas era péssimo), e que este abdicou de qualquer honra - e do amor da esposa de Ranse, que inicialmente parecia destinada a ficar com Tom - talvez vislumbrando que Ranse, o novo, fosse melhor do que o velho - Tom - oeste.
Terminada a narrativa, revelado o verdadeiro herói, o jornalista que a tudo acompanhara, rasga (ou queima) suas anotações, e diz a célebre frase a que me referi: "This is the west. When the legend becomes the fact, print the legend".
Filmaço: IMDB 8,1. Para mim, até mais.
ROCKY, 1976, de JOHN G. AVILDSEN - 17.06.2011
Filme clássico de Supercine, Temperatura Máxima, Sessão da Tarde. Enfim, um filme que todo mundo já viu, mas eu, particularmente, não via há muito tempo. O final "Adryan, Adryan", me irrita um pouco, razão pela qual evitava rever esse filme (mas tenho muita simpatia pela personagem, tanto que fui ver Rocky Balboa - acho que o sexto filme da série - no cinema). Mas vamos lá, enfim, a fita ganhou Oscar de melhor filme em 1976.
Rocky Balboa, já com 30 anos e tendo como emprego o de "cobrador" para um mafioso de meia-pataca, é um lutador fracassado, perdedor, que por uma cagada do destino, é escolhido para Lutar com Apollo Creed, o campeão mundial dos pesos pesados, após o adversário natural se machucar.
Faltando 5 semanas para a Luta, Rocky começa a se preparar, largando bebida e cigarro, se entende com Micky, que o havia abandonado, pois segundo este, Rocky era um lutador com talento, mas que lutava feito um macaco.
A sua preparação, pouco ortodoxa, incluí esmurrar cortes de gado no frigorífico em que Paulie, irmão de Adryan, trabalhava.
O romance entre losers numa cidade que aparentemente estava em decadência (só se mostram os bairros mais pobres da cidade, mas não sei se esta era a realidade nos anos 70 - sabemos que NY estava muito mal nesta época), tem o ponto fraco em Talia Shire, de quem não gosto muito. Mas o lutador fracassado e a atendente tímida de um pet shop tem a sua razão de ser no filme. É exatamente o encontro de perdedores que se encontram para, de início, somar seus problemas, e depois, juntos, encontrarem alguma redenção.
A personagem Paulie, interpretada por Burt Young também tem sua graça, igualmente um fracassado, bêbado, que atribui sua vida infeliza à irmã mais nova, de quem teve de cuidar. É um pedichão, vive de pedir favores, de pequenas migalhas que os que estão à sua volta podem lhe prover.
A luta - Apollo em princípio nem se preocupou com o adversário escolhido a dedo para apanhar - é bem construída, e ao contrário do que eu me lembrava, nesse filme, Rocky ainda não usa a "tática" de dar a cara a tapa até o adversário cansar de tanto bater. Ele derruba Apollo no primeiro round, e consegue levar a luta até o fim, onde perde por pontos (a contagem é ouvida em segundo plano, pois o importante na cena é ressaltar a sobrevivência de Rocky até o fim, feito que nenhum lutador obtivera contra Apollo.
Vale a pena rever o filme. Acho que o filme irritante será o segundo da série, em que Adryan ficará entre a vida e a morte, e a fita se torna um drama meloso. Este primeiro, com a música de abertura - espetacular - enquanto o nome ROCKY em letras garrafais passa pela tela, e a cena das escadarias do Museu de Arte da Filadélfia, estão na memória afetiva e fílmica de muita gente.
Nota no IMDB: 8,1 correta. Filme bom. Só para se ter noção, teve um orçamento de 1,1 milhão de dólares e arrecadou cerca de 225 milhões.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
CORTINA RASGADA (1966), de ALFRED HITCHCOCK
Filme sobre guerra fria, espionagem, em que Paul Newman vive o Professor Armstrong, e sua noiva e assistente, Sarah, vivida por Julie Andrews, vão a um congresso de físicos na Dinamarca.
Lá chegando, Newman recebe um livro com mensagem para procurar por pi em caso de emergência, e diz a sua noiva que terá de ir a Estocolmo, naquela mesma tarde, e lá passar um tempo, e que ela não poderá lhe acompanhar.
Na verdade, seu vôo era pra Berlim Oriental, e tendo Sarah descoberto esse destino, segue seu noivo para além da Cortina de Ferro.
Tudo isso porque Armstrong teve seu projeto de um escudo anti bombas nucleares no EUA (Gama 5), e deserta para a Alemanha Oriental para continuar com seu projeto na Universidade de Leipzig, junto ao professor Lindt.
Logo se descobre que na verdade Newman finge deserção, pois para terminar o seu projeto americano ele precisa dos cálculos que só o professor Lindt conhece, então sua missão é descobrir essas informações e regressar ao Ocidente.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
RIO VERMELHO (1948), de HOWARD HAWKS
Filme de Howark Hawks com John Wayne (Tom Dunson) e Montgomery Clift (grande ator, ou pelo menos um ator de grandes filmes - personagem Matt Garth).Há um prólogo escrito, que apresenta o filme, dizendo que se trata de uma história dos primórdios do texas, e é uma história de um dos maiores rebanhos de gado (iniciado só com uma parelha de animais), de um homem e de um menino e a história do D do Red River.
D do Red River é a marca de ferro que Dunson faz em seu rebanho, um D e duas linhas sinuosas representando o rio. Quando, em 1851, ele migrava de St. Louis para a California, decide ir para o Sul, para o Texas, separando-se do comboio em que seguia. Ele, junto a seu escudeiro Groot, apropriam-se de terras para iniciar sua fazenda, não sem ter que resistir aos grandes rancheiros daquele lugar.
Ademais, logo descobrem que dias após a separação do comboio, este foi dizimado por índios (inclusive a namorada de Dunson), um menino sobrevivente, exatamente Matt, chega às terras de John Wayne, e vai se tornar o "filho" do desbravador.
Após 14 anos cuidando de suas terras, ele cria um grande rebanho, mas não consegue negociá-lo no Texas, está falido, e decide levar o gado até o Missouri para vendê-lo. Matt esteve fora da fazenda por algum tempo, não se explica fazendo o quê.
Conduzindo o rebanho e os peões com mão de ferro, ele sofre um motim comandado exatamente por Matt, seu, digamos, filho adotivo, que resolve levar o Gado a Kansas, porque seria mais fácil chegar ao Kansas, evitando índios e ladrões de fronteira, e também porque no Kansas, em Abilene, haveria uma nova estação de trem.
Matt então passa a liderar, mas com dois receios - os perigos da jornada adiante, e Dunson no seu encalço, uma vez que este prometeu vir atrás de Matt e matá-lo, vingando-se da perda do rebanho. No caminho eles cruzam com um grupo de coristas, e Matt encontra Tess Melay. Por causa da chuva, Matt resolve prosseguir no seu caminho, e deixa Tess para trás.
No encalço, Dunson chega a essa parada 8 ou 9 dias depois do grupo de Matt, conversa com Tess, esta o convence a seguir junto a Dunson, pois está apaixonada por Matt.
Essa já é uma primeira chance de redenção de Dunson, que negou à sua amada que o acompanhasse ao Texas, 14 anos antes, dizendo que uma mulher não aguentaria, e agora permitiu que Tess o seguisse para encontrar Matt.
Logo o rebanho chega a Abilene, são recebidos com festa, acertam a venda de todo o gado, mas a esta altura Dunson está só 4 ou 5 horas atrás do primeiro grupo. Na manhã seguinte, então chega a hora do encontro entre Dunson e Matt, e com a interveniência de Tesse eles acabam se entendendo, e Matt ganha o direito de também por sua marca no gado, não sendo só mais o D de Red River e as curvas do rio, mas também havendo, dali por diante, um M no ferro de marcar.
É um western épico, praticamente com o filme todo em locação aberta, na condução de um rebanho numerosíssimo. As cenas que aparentemente se passam à noite são filmadas durante o dia com o filtro para fazer a "noite americana". Bom filme. Preciso estudar mais sobre Howard Hawks, com grande variedade de filmes e gêneros, do primeiro Scarface, passando por Rio Bravo, Levada da Breca, Sargento York, Os homens preferem as loiras, Hatari, entre outros.
Nota IMDB: 7,8.
A DAMA DO LAGO - 1947, de ROBERT MONTGOMERY, 15.06.2011
Este filme noir começa com o detetive Phillip Marlowe (vivido pelo próprio diretor Montgomery) contando que narrará um caso que investigou - "o caso da dama do lago". Ele desafia - olhando para a câmara - o espectador a solucionar o caso, e que este poderá ser capaz de fazê-lo ou não. E dá uma dica: você deve vigiá-los, todo o tempo.Ele é contratado inicialmente por Adriene Fromssett (Audrey Totter, desconhecida ao menos para mim) para investigar o desaparecimento de Cristal Kingsby, esposa de Derace Kinsby, o rico chefe de Adriene, um editor de livros baratos de terror e ou policiais.
Adriene tem um interesse arrivista, quer casar com um homem rico, e Kingsby é o mais próximo que ela conhece. Ela, ademais, é uma mulher astuciosa, se insinua para o detetive, não se sabe se de início, apenas para seduzi-lo ou para conquistar sua confiança.
A investigação se divide em Bay City, a cidade em que moram Adriene e Kingsby, e Little Fall Lake, onde fica o lago em que Cristal poderia estar refugiada.
Há suspeitas, inicialmente, sobre Chris Lavery, que teria se envolvido com Cristal. Logo ele é assassinado em sua própria casa, e nesse momento está na casa a senhora que se diz a locadora o imóvel (depois se saberá não ser verdade).
O policial DeGarmot esteve envolvido com Mildred Haveland - é o nome verdadeiro de Muriel Chess, a afogada. Seu esposo também está morto.
Deixando claro, Mildred era enfermeira de um médico (Almore), cuja esposa, Florence Almore, de solteira Florence Grayson, foi dada como suicida. DeGarmot investigou e deu veredicto de suicídio, embora os pais de Florence desconfiassem de assassinato. Mildred/Muriel teria auxiliado neste suicídio - ou cometido o assassinato, e depois sumiu, sendo encontrada morta um ano e meio depois disso.
Marlowe entra em contato com os Grayson (que mencionam que "ele" esteve aqui há uma hora, perguntando a Marlowe se ele não consegue sentir o cheiro do charuto) e menciona que já falou com todos os policiais, não querem mais falar com ninguém, estão cansados de sofrer.
DeGarmot causa um acidente de carro a Marlowe, e ainda tenta incriminá-lo por direção alcoolizada. Nesse ponto, Marlowe aproveita-se de um bêbado que passa pelo acidente, o nocauteia e põe seus documentos pessoais nas roupas do bêbado. Pede refúgio em casa de Adriene e aí começa um romance com ela.
Chega então a notícia de que Cristal está de volta a Bay City, precisando de dinheiro. Marlowe vai ao encontro dela e ali decifra o mistério.
A Cristal que aparece, na verdade é Mildred Haveland, e a dama morta no lago não era Mildred/Muriel (que trocara de nome para Muriel para fugir de DeGarmot e se casou com um capiau de Little Fall Lake). Cristal estava afogada e desfigurada, e por isso a farsa não foi descoberta.
Mildred tomou o lugar desta, conheceu Chris Lavery, com quem também se envolveu e depois o matou.
Mildred já matara a sra. Almore (mas disse que foi uma asfixia acidental no carro), Cristal (se defende dizendo que trocaram as roupas certa noite, foram passear no lago e Cristal caiu na água), e fugiu para El Paso, onde conheceu Chris (o único que conhecia a identidade de Cristal), e por isso ela o matou.
Resolvido o mistério, DeGarmott - que seguira Marlowe - mata Mildred (traído que foi por esta e ajudara a encobrir o primeiro assassinato - sra. Almore - e até então imaginava que aquela estava morta no fundo do lago), e resolve matar Marlowe para se safar deste crime, mas a polícia chega a tempo, mata DeGarmott e salva nosso herói.
Tudo se resolve (embora paire uma dúvida quanto ao comportamente de Adrienne), mas esta fica junto a seu amado, o detetive Marlowe. A frase-resumo do casal é "estou com medo, mas é maravilhoso".
O filme tem esse desfecho um pouco confuso, numa conclusão meio Agatha Christie, que em duas páginas se resolve um mistério de 500 páginas, mas o filme vale a pena.
Há uma questão de técnica cinematográfica que vale a pena ser notada e comentada: o filme é todo feito com câmera subjetiva, como se a câmera fosse o olhar de Marlowe, ou seja, praticamente não há planos de conversas entre Marlowe e os outros personagens, mas somente a/o interlocutor de Marlowe é mostrado. Diz-se por aí que essa foi a primeira vez, e única, que se fez algo assim, pelo menos nos estúdios majors.
Nota do IMDB: 6.6. Avaliação adequada.
terça-feira, 14 de junho de 2011
O BEM AMADO (GUEL ARRAES) - 30.05.2011
... e mal-filmado, e mal contado, e uma grande porcaria.Não consigo entender como se chama um filmezinho deste de cinema. É um imenso videoclipe, num ritmo alucinanteTtalvez Guel Arraes quisesse resumir em uma hora e quarenta uma novela de 10 meses da TV Globo, na década de 70, e mais uma porção de episódios de seriado dali derivado. Não conseguiu.
Para mim, Marco Nanini está histriônico, e o som é ruim, algumas falas não se entende, quer pelo som ruim, quer pela má dicção do Nanini, ainda mais com sotaque nordestino.
Não sei exatamente aonde o diretor quis chegar, mas perdeu seu rumo. Assisti no youtube a algumas cenas de "O bem-amado" original, e a diferença beira o abissal.
Paulo Gracindo como Odorico Paraguaçu é um absurdo de bom - e quando vejo um papel mal feito, sempre me lembro de Paulo Francis, dizendo que se algum ator caísse de quatro, no Brasil, seria necessário um guindaste para botá-lo de pé. Não que Marco Nanini seja ruim, mas não achou o tom pra o papel.
Mateus Nachtergaele, um ótimo ator, igualmente errou na composição de seu Dirceu Borboleta, sem a gagueira genial de Emiliano Queiroz, tentou ser um secretário certinho, e não é nada mais do que isso - certinho.
As irmãs cajazeiras, vividas por Zezé Polessa, Andréa Beltrão e Drica Moraes também ficaram meio chatas, e os encontros delas com o prefeito não tem a graça que se pretende fazer, além de o casamento de uma delas com Dirceu Borboleta não acrescentar nada à trama.
A fotografia do filme me pareceu meio amarelada demais, não sei se por uma opção do diretor para tentar recriar o sertão do Nordeste.
A história (de Dias Gomes) é conhecida - o político que quer fazer uma grande obra pública - no caso um cemitério, para marcar seu mandato, mas sofre o infortúnio de ninguém morrer e a obra se torna então uma elefante branco.
As tramas laterais - a contratação de um moribundo para que se tornasse o primeiro defunto (Bruno Garcia interpretando Bruno Garcia, pois seus papeis, cacoetes e sotaques são sempre iguais), e o amor entre o jornalista de esquerda e a filha de Odorico, vividos pelos insípidos Caio Blat e Maria Flor são mal engendrados, nada acrescentam ao filme, são apenas sub-temas para se preencher o tempo do filme.
O início e o final do filme, com as mortes por Zeca Diabo (vivido por José Wilker, a única interpretação que pessoalmente me agradou) do antigo prefeito e também a de Odorico - enfim o primeiro defunto para o cemitério, dão a impressão de que estamos andando em círculos, e interior deste é vazio e opaco.
Nota no IMDB (internet movie data base) - 6,4. Merece menos.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
FOME DE VIVER - TONY SCOTT, MEADOS DE 2010
The hunger, em inglês, ou o a fome, o faminto, em português, é um filme rococó de Toni Scott, com David Bowie, Catharine Deneuve, ainda lindíssima, e uma jovem e macérrima Susan Sarandon.
O filme é cheio de sombras, cortinas de voal tremulando, para dar uma atmosfera fantasmagórica, eis que se trata de um filme de vampiros.
O filme é fraco. Salva-se pela linda presença de Deneuve, e pela curta porém marcante presença de Bowie, um artista de talento em qualquer coisa que faça. É um filme estranho de vampiros, meio cansativo, e este blog anda meio a passos lentos e estou tentando colocá-lo em dia, às vezes com resumos meio baratos como este, pois vi o filme há quase um ano, e não consegui concluir o post. O filme é um pouco esquecível, tanto que me lembro vagamente da história. O filme é do começo dos anos 80, então tem aquele visual de videoclipe barato da MTV - uma idéia na cabeça, uma câmera na mão, e muitos cabelos estranhos, roupas esvoaçantes e coloridas.
Deneuve e Bowie são vampiros e Bowie é um vampiro que vai morrer, por isso começa a envelhecer numa velocidade espantosa (achei a maquiagem bastante ruim. Lady Mirian (Deneuve) tem amantes, e estes tem vida eterna enquanto ela não se cansa deles, que é o caso do vampiro John, interpretado por Bowie.
John busca ajuda de uma médica interpretada por Susan Sarandon, que interessada no caso, logo é também atraída pela vampira-mestre, Deneuve.
Na verdade, os vampiros que foram os amantes de Lady Mirian, não morrem, e ficam eternamente em caixões padecendo da fome eterna, não se sabe se porque Lady Miriam não quer perder seu contato com seus antigos amores ou porque não pode permitir que os ex-vampiros sejam descobertos. Não me agradei da película. Só assisti ao filme porque sou fã do David Bowie músico.
O filme a que eu assisti, ademais, foi muito prejudicado pela péssima imagem do TCM. Não sei porque um canal de filmes tão bons fica relegado a um oitavo plano quando se trata de prover uma boa imagem aos espectadores de TV a cabo. Antes de TC Action ou Pipoca em HD, acho que seria mais importante prover imagens em HD para o TC Cult e o TCM, com o que, certamente, os filmes antigos ganhariam outro impulso. Ver filme velho, e com imagem ruim, é dose pra cinéfilo - não que eu o seja. Boa sessão - se for possível.
O filme é cheio de sombras, cortinas de voal tremulando, para dar uma atmosfera fantasmagórica, eis que se trata de um filme de vampiros. O filme é fraco. Salva-se pela linda presença de Deneuve, e pela curta porém marcante presença de Bowie, um artista de talento em qualquer coisa que faça. É um filme estranho de vampiros, meio cansativo, e este blog anda meio a passos lentos e estou tentando colocá-lo em dia, às vezes com resumos meio baratos como este, pois vi o filme há quase um ano, e não consegui concluir o post. O filme é um pouco esquecível, tanto que me lembro vagamente da história. O filme é do começo dos anos 80, então tem aquele visual de videoclipe barato da MTV - uma idéia na cabeça, uma câmera na mão, e muitos cabelos estranhos, roupas esvoaçantes e coloridas.
Deneuve e Bowie são vampiros e Bowie é um vampiro que vai morrer, por isso começa a envelhecer numa velocidade espantosa (achei a maquiagem bastante ruim. Lady Mirian (Deneuve) tem amantes, e estes tem vida eterna enquanto ela não se cansa deles, que é o caso do vampiro John, interpretado por Bowie.
John busca ajuda de uma médica interpretada por Susan Sarandon, que interessada no caso, logo é também atraída pela vampira-mestre, Deneuve.
Na verdade, os vampiros que foram os amantes de Lady Mirian, não morrem, e ficam eternamente em caixões padecendo da fome eterna, não se sabe se porque Lady Miriam não quer perder seu contato com seus antigos amores ou porque não pode permitir que os ex-vampiros sejam descobertos. Não me agradei da película. Só assisti ao filme porque sou fã do David Bowie músico.
O filme a que eu assisti, ademais, foi muito prejudicado pela péssima imagem do TCM. Não sei porque um canal de filmes tão bons fica relegado a um oitavo plano quando se trata de prover uma boa imagem aos espectadores de TV a cabo. Antes de TC Action ou Pipoca em HD, acho que seria mais importante prover imagens em HD para o TC Cult e o TCM, com o que, certamente, os filmes antigos ganhariam outro impulso. Ver filme velho, e com imagem ruim, é dose pra cinéfilo - não que eu o seja. Boa sessão - se for possível.
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BLOW OUT - BRIAN DE PALMA - 14 e 15.05.2011
Se Brian de Palma emula Hitchcock - e o faz - imita bem. Seus filmes costumam ser um primor de montagem, de enquadramento, embora, por vezes, o roteiro seja um pouco chato. Gosto muito de Femme Fatale, de Vestida para Matar, Olhos de Serpente (a primeira metade do filme), e o óbvio Os Intocáveis. Esse "Um Tiro na Noite" é um filme muito bom, que leva a reflexões sobre a imprensa, sobre a imagem (o que é mostrado é realmente a verdade?), sobre o próprio cinema - como é montada uma história, qual a importância do som, da imagem, da junção dessas duas variáveis para construir uma imagem, e por conseqüência, um filme.
Acho que o filme tem algum semelhança com "A Conversação" do Copolla, outro filmaço que está comentado aqui neste blog.
Nancy Allen - atriz de sucesso nos anos 70 e início dos 80, depois disso praticamente desapareceu, e hoje tem seus 60 anos de idade - é uma "programadora" ou uma arrivista que, em conluio com seu namorado ou cafetão, protagoniza farsas para extorquir homens importantes. Nancy os leva a um motel e seu namorado faz fotos comprometedoras, para ganhar alguma bufunfa.
Nesse metièr, são contratados para chantagear o governador da Filadélfia, ao que tudo indica, mas alguém tem um outro plano, e faz um atentado contra o carro em que o governador e a menina-moça estavam, e este cai no rio.
Quando do acidente, John Travolta (Jack), um técnico de som para efeitos sonoros de filmes B, está captando sons e captura os do acidente. Tão logo o carro cai na água, Travolta mergulha e salva a Nancy Allen, mas o Governador candidato a presidente passa desta para melhor.
No hospital ele passa por interrogatórios estranhos, o pressionam para dizer que o senador estava sozinho, Nancy Allen escusa-se de explicar qualquer coisa, e ele começa a desconfiar de algo, e repassa os sons do momento de acidente, e chega à conclusão de que há dois sons diversos, primeiro um de um tiro e outro do estouro do pneu, configurando não um "acidente", mas um assassinato.
A conjunção destes sons com as imagens do acidente, com os frames fotográficos, demonstra belamente o acidente, e demonstra, ao mesmo tempo, o que é o cinema, a junção de som e imagem.
Sua investigação - com a ajuda de um jornalista - passa a sofrer percalços, seus arquivos de sons são apagados na espectativa de que a fita com os sons do acidente também fossem apagados - o que não dá certo.
Os conspiradores passam a perseguir Nancy Allen, que seria a testemunha que poderia contar a história, e ao fim conseguem eliminá-la, malgrado John Travolta tente salvá-la, sem sucesso. O grito de pavor de Allen, quando em poder dos conspiradores, no entanto - num toque de humor negro - serve para ser usado num filme de terror do estúdio para o qual trabalhava Travolta (deprimidíssimo ao final do filme), que não era concluído porque não se conseguia achar o grito adequado. Belíssimo filme que há tempos não via. Assista!
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ETERNAMENTE JOVEM - 11.06.2011, de STEVE MINER
Um filme com uma premissa interessante - como todos os que envolvem alguma viagem temporal, criogenia, ou qualquer pessoa fora de seu tempo ou lugar, mas de realização bem mediana, pra não dizer ruim.Mel Gibson vive um piloto da aeronáutica - Daniel Mccormick, que dá uma amarelada no momento em que deveria pedir sua namorada em casamento numa lanchonete, e quando ela sai do lugar, é atropelada e entra em coma - isso em 1939.
Nesse ínterim, um militar cientista amigo do piloto está desevolvendo - e obteve êxito - um processo de criogenia. Como a moça não sai do coma, o protagonista pede para ser congelado até que ela acorde. Obviamente dá tudo errado, o cientista morre logo, antes mesmo de a moça sair do estado comatoso, e em virtude da guerra, Gibson é esquecido dentro de sua geladeira, de onde é libertado em 1992, por dois guris que conseguem entrar numa instalação militar e desligar a máquina.
Então, Daniel passa a buscar suas referências do passado (pouco estranha o mundo atual), e especial o cientista. O filme, no seu desenrolar tem essas licõezinhas de que você não deve perder oportunidades, uma ou outra cena buscando emocionar.
Quando ele passa a ter crises de dor, logo se descobre que o processo de envelhecimento é irreversível, e ele passa a envelhecer em velocidade da luz, em três ou quatro dias já é um velho. Quando consegue descobrir a filha do cientista, descobre que aquele antigo amor, que acreditava já falecida, ainda está viva. Daí, facilmente rouba um avião militar de dentro de uma base, vai até o lugar onde ela está - e viveram felizes para sempre - e nesse para sempre, dado o processo de envelhecimento acelerado por que estava passando, acredito que fossem mais umas duas horas. É isso. Se tiveres outra coisa a fazer, faça.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A MARCA DO VAMPIRO - 1935, de TOD BROWNING - 02.06.2011
Filme com Bela Lugosi, não é o Dracula original, também por ele estrelado, porém em 1931. Este filme, de quatro mais tarde, fala sobre vampirismo também, e o personagem de Lugosi é o Conde Mora.O filme começa com a população de um lugarejo não identificado na Europa rezando, cantando e se protegendo com "bat thorns" - espinhos para vampiros/morcegos e um casal de forasteiros zombando das crenças locais sobre vampirismo - e desconfiança aos habitantes do castelo Conde Mora e sua filha.
Sir Karrell foi assassinado, e na investigação médica, o Dr Doskill conclui que foi morto por um vampiro, com o que não consegue concordar o policial, Inspetor Neumann. Um ano depois, a filha de Karrell, prestes a casar-se, é também atacada - assim como seu noivo já fora.
É então chamado o Professor Zelen, encarnado por Lionel Barrymore - que seria mais ou menos o Van Helsing da obra original de Bram Stoker. Este concorda com o diagnóstico do médico, e ao descobrir que o castelo foi locado exatamente ao Sir Karrell, "morto" há um ano. Quando vão ao caixão de Karrell, este está vazio.
Mais adiante, tudo se revela uma puta de uma farsa, e Karrell Borotin tem fingido que foi atacada, assim, como o seu suposto pai morto-vivo em verdade é um sósia do pai morto, e todos eles, junto com o policial Neumann, na verdade estão tentando demonstrar a culpa do Barão Otto, que ficou como tutor de Irina, e portanto, administrador da herança de Sir Karrell. Além disso, com a notícia de que ela se casaria, Barão Otto perderia a administração da herança, bem como Otto não teria como desposá-la, como parecia ser seu plano.
Como complemento desse plano, o Pofessor Zelen hipnotiza Otto e o faz recriar a cena do assassinato tal como há um ano, desmascarando-o. O filme encerra com Luna e Mora, na verdade atores circenses, se desfazendo de seus disfarces vampirescos, e combinando que dali pra frente Lugosi será o vampiro nas esquetes protagonizadas por Mora.
As primeiras cenas são muito bem filmadas, com bela fotografia, e há um clima com trilha sonoroa bem interessante para manter um clima de terror, evidentemente, com recursos técnicos muito parcos - que podem cansar a guriada acostumada ao playstation - a se considerar que estávamos em 1935. Acho que o Bela Lugosi tem duas ou três falas, mas mesmo assim impõe sua figura reconhecidíssima como o Drácula cinematográfico. Vale a pena, é um filme curto, em uma hora se consegue boa diversão.
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