O filme realmente deveria chamar raios, raios duplos. Pois, por que raios fui eu assistir a essa bomba?
O filme inicia com um bla bla bla entre Júlia Roberts e Clive Owen, em um encontro em uma embaixada qualquer, e depois da conversa mole, a próxima cena dá entender que já treparam no hotel, ambos eram espiões, e que Julia Roberts deu para o rapaz só para roubar uns documentos secretos que ele trazia consigo.
Daí pra frente, o filme perde uma boa parte de seu tempo explicando que em verdade eles já se conheciam, eram um casal, e que naquele episódio, embora amantes, a Júlia enganou seu par, o que criou eterna desconfiança entre eles.
Afora isso, a história do filme trata de os espiões darem um golpe em duas empresas concorrentes da indústria farmacêutica, ambos agindo como reciprocamente como espiões duplos - ou seja, empregados na inteligência de uma mas trabalhando como espiões da outra.
Tudo gira em torno de uma nova descoberta de uma das empresas, que anuncia um novo lançamento de produto que mudaria para sempre o mercado cosmético.
Lá pelas tantas descobre-se que tal produto seria a solução definitiva pra calvície, e aí fica-se numa busca louca pela fórmula, a ser roubada da empresa que a descobriu antes do lançamento, para assim a empresa que rouba o segredo lançar antes o produto e quebrar a concorrente.
Faço parênteses: há uma cena medonha com dois bons atores - Tom Wilkinson e Paul Giamatti - se atracando no chão. Um senhor como Tom, já entrado nos seus sessenta anos, engalfinhado e rolando no chão deve envergonhá-lo terrivelmente, se forçado a assisti-la.
Pois bemm, depois de várias idas e vindas, os espiões conseguem roubar a fórmula, conseguem ludibriar a empresa que queria o tal segredo, e tentam vender a fórmula a uma terceira interessada, que tal como J. Pinto Fernandes, ainda não havia entrado na história.
Quando parecia que tudo se encaminhava para o final feliz dos espiões, que venderiam a formula a uns europeus por sessenta milhões de alguma coisa, vem uma daquelas reviravoltas que, em qualquer filme, me enojam. A fórmula secreta para a calvície não existia. Tudo era um plano da empresa que dizia tê-la para estimular a espiongagem, fazer a concorrente gastar energia em obtê-la, anunciar a descoberta do produto inexistente e assim dar uma falsa notícia ao mercado e a seus acionistas. Ha, ha, ha, que legal.
Ah, a fórmula era de um creme hidratante qualquer, assim como o filme, uma historinha qualquer.
BLOG DE CINEMA DO ESPECTADOR COMUM, QUE NÃO VÊ MUITO DOS ASPECTOS TÉCNICOS - POR ABSOLUTA INCAPACIDADE, APENAS PRESTA (UM POUCO) DE ATENÇÃO NA HISTÓRIA - E CONTA O SEU FINAL!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
ARRASTE-ME PARA O INFERNO
Um ótimo terrir (uma boa mistura de terror e humor) de Sam Raimi, que era mais conhecido por Evil Dead - Uma noite alucinante - até ser agraciado com a direção do blockbuster Homem-Aranha, e passar a ser conhecido por todos.A história de uma atendente de banco (Christine) que nega a terceira prorrogação de empréstimo a uma velha cigana (numa ótima caracterização), e com isso dá causa à perda da morada da velha Sylvia Ganush, que a amaldiçoa, na garagem do banco, em cena muito bem dirigida.
A cigana pega um botão do casaco da mocinha do filme, lança o feitiço, e um espírito do mal (Lâmia) passa a atormentar a encostada. Tal espírito, depois de três dias de infortúnios, encarrega-se de levar a alma do amaldiçoado direto para o inferno (Drag me to the hell, o título em inglês).
Esse espírito encarna no amaldiçoado exatamente por meio de um objeto qualquer presenteado pelo maldizente, e ou o maldito se livra do objeto, ou será afundado nas trevas. O filme inicia em 1969, quando um garoto rouba um objeto de uma cigana - um colar. Por ordem de seus pais tenta devolver o bem, mas a cigana rejeita - e "presenteia" o menino com o colar, que depois do tríduo regulamentar, malgrado a tentativa de exorcismo, é levado aos quintos dos infernos.
Desse modo, aquele botão é dado à nossa bancária, que procura ajuda de um guru indiano que, ao tentar ajudá-la, leva-a àquela médium (Shaun San Dena) que tentou ajudar o menino lá na década de 60.
Tendo a sessão de exorcismo dado pouco resultado - o Lâmia não é tão bobo assim - e estando o prazo de três dias se esgotando, a única solução para a mocinha é dar o botão amaldiçoado para alguém. Num truquezinho mequetrefe do roteiro, na volta da sessão de esconjuro, troca o botão por uma moeda, sem perceber, eis que seu namorado era colecionador de moedas e tinha uma guardada num envelope parecido com o que Christine guardou o botão.
Surgem então um interessante dilema moral para a mocinha - a quem senteciar de morte presenteando com o botão (minha única estranheza foi saber quem aceitaria um botão como presente). A primeira opção foi a de dá-lo ao seu colega Stu, um bancário preocupado em trapaceá-la a fim de obter o cargo de assistente a que a mocinha também aspirava. Depois pensa num velho com doença respiratória terminal, mas de ambas as opções desiste, por razões diversas.
Resolve, depois de consultar-se com seu guru Rham Jas, chega a conclusão de que poderá devolver o botão à cigana, agora já falecida - sabe-se lá por que. Exuma o defuto, enterra o botão/moeda na boca da defunta, e se dá por livre da maldição.
No dia seguinte, julgando-se imune ao inferno, marca um encontro com seu namorado, que mostra que a mocinha perdeu o botão, sentenciando-lhe de morte. Nesse exato instante, estando ambos numa estação de trem, a maldição se cumpre. Sobem os créditos.
O filme é muito bom. Sustos genuínos misturam-se a boas gargalhadas. A atmosfera tensa é bem criada por Sam Raimi, que consegue realmente assustar e divertir.
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domingo, 11 de abril de 2010
LADY VANISHES (A DAMA OCULTA)
Já vi muitos filmes na vida. O melhor, até hoje, pode ser "O Poderoso Chefão", um clichê, eu sei; ou Um Sonho de Liberdade" - filme sobre amizade masculina, logo, um pouco gay; ou "O Sétimo Selo", cinema de arte bergmaniano. Vai chegar o dia de falar sobre estes filmaços. Agora, contudo, começo com um diário modesto, falando do último filho a que assisti: A Dama Ocultra, no TCM (Turner Classic Movies, como todos sabemos, o melhor canal de cinema de nossa TV fechada).
Um filmaço, de 1938, do Hitchcock, ainda na fase inglesa. O filme trata de uma senhorinha que, fingindo ser uma professora de música e preceptora é, na verdade, uma espião britânica em algum lugar não identificado, na Europa.
Um filmaço, de 1938, do Hitchcock, ainda na fase inglesa. O filme trata de uma senhorinha que, fingindo ser uma professora de música e preceptora é, na verdade, uma espião britânica em algum lugar não identificado, na Europa.
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