Midwich, na Inglaterra, é esse lugar, que parece ter sido afetado em seu território, como se uma divisa separasse os que adormeceram, ou desmaiaram, e os que ficaram acordados.
Só então aparece o título do filme e os créditos iniciais.
De repente, sem mais nem menos, todos acordam e passam a viver, num primeiro momento, como se nada houvesse acontecido. Foram umas poucas horas, menos de 4 horas, de paralisia.
Então, algum tempo depois, descobre-se que todas as mulheres em idade fértil estão grávidas (algumas inexplicavelmente porque virgens ou distantes de seus maridos), exatamente a contar daquele estranho evento - inclusive a mulher de Gordon, Anthea (Barbara Shelley) e, finalmente, quando nascem as crianças, todas tem cabelos descoloridos e olhos brilhantes.
As crianças se desenvolvem em velocidade espantosa, crescem muito rápido, têm inteligência bem acima do normal, e aparentemente com poderes psíquicos, telepáticos. O filho de Gordon e Anthea, David (Martin Stephens, o mesmo que faz Miles em "Os Inocentes", já resenhado aqui nesse blog) parece ser o líder do bando.
Uma reunião de governo tenta decidir o que fazer com as crianças, aparentemente muito poderosas, de má índole, e cujo futuro não se sabe precisar se não poderiam subjugar os demais.
Chegam a um acordo de dar a tutela das crianças, por um ano, a Gordon, que é cientista, que pretende educá-las, dado o seu grande potencial intelectual.
As crianças conseguem ler pensamentos, logo conseguem controlar a mente dos outros, aprender o que eles podem ensinar, mas se recusam a dar qualquer explicação sobre sua origem, seus objetivos.
Quando passam a matar pessoas, decide-se que seria hora de agir contra as crianças, mas uma intervenção militar não adiantaria, pois se as crianças soubessem dos planos, elas poderiam modificar a conduta dos soldados.
As crianças percebem que estão em perigo, que vão tentar exterminá-los, e por isso pedem a Gordon que providencie vários lugares para que as crianças se espalhem e fiquem a salvo, para, mais tarde, fazerem grandes coisas, perpetuarem seus planos.
Gordon cria um plano para exterminar as crianças, arma uma bomba e vai dar sua lição habitual às crianças, com o pensamento em um muro de pedra, para evitar que as crianças descubram seu intento. A cena em que as crianças tentam desvender o que está por trás do pensamento do muro, e este vai ruindo, é muito boa. Acaba que as crianças não conseguem, a tempo, descobrir o intento de Gordon, e há a explosão. Esse é o filme.
O filme me parece só um filme de terror (pouco), de (bastante) ficção científica. Não quero procurar significados políticos. Há menções no filme a um outro grupo de crianças da mesma estirpe que estariam na União Soviética e que foram mortas por um ataque nuclear surpresa, para que as crianças não pudessem saber o que ia lhes acontecer e reagir. Poderia assim haver alguma pretensão de tratar da guerra fria, sobre o medo do alienígena, sobre o perigo que o outro representa, sobre a infiltração de agentes perigosos em vários lugares (o intento das crianças em serem mandadas para diferentes lugares para fugirem dos riscos e depois se reunirem) tudo isso é possível, mas me ative à ficção científica, que é bastante boa.
O filme poderia chamar a Aldeia dos Malditos, outra tradução para "The Village of the damned" e até fica a dúvida de quem seriam os amaldiçoados, se as crianças, ou aqueles que tiveram de conviver com elas.
Nota IMDB: 7,3. É por aí, bom filme.
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